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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Página 1: PATRÍSTICA

PATRÍSTICA Impressão de conjunto q deixa a Patrística julga: a influência dominante foi a de Platão e os neo-platónicos. Mas ñ foi a única. Os 1ºs padres tb. aceitaram facilmente como os estoicos uma concepção material da alma e por vezes é difícil saber se eles acreditavam na s/ punição p/ entre a morte do corpo e a s/ ressurreição. Elementos aristotélicos e estoicos andam acolhidos por escritores cristãos do 1º século (impressão julga) mas no conjunto triunfou Platão. O problema q os levou mto a falar do Platonismo dos Padres. O problema põe-se tb. em relação a Sto Agostinho. P/ os padres da Igreja nem a verdade da fé nem o DOGMA q a definia dependiam em q/ quer q fosse da filosofia e a fé era p/ eles essencial. A fórmula platonismo dos Padres conduziria a 1 absurdo se se quisesse dizer c/ ela q os Padres eram platónicos. Porque eram essencialm.te cristãos, i.é, fiéis de 1 religião de salvação pela fé em Jesus e de modo nenhum discípulo de 1 filósofo p/ o qual (Platão) a única salvação e medida era o Exercício da Razão (sábio). Se a fórmula é legítima é noutro sentido. É o facto q os Padres da Igreja tomaram posição perante a filosofia e os filósofos q eles distinguiram as filosofias mais ou menos aparentadas ao ensinamento da fé cristã. ORA foi Platão o q recebeu + sufrágios e os + importantes porque Platão se apresentava como aliado do cristianismo em muitos pontos importantes: Doutrina de 1 Demiurgo do Universo; De 1 Deus Providência; Doutrina de 1 mundo inteligível e supra sensível (onde diz q o mundo sensível ñ seria + do q a Imagem); Doutrina da espiritualidade da alma e superioridade s/ o corpo; Da iluminação da alma por Deus (Bem); Da s/ servidão presente ao corpo e da necessidade de de 1 luta p/ o dominar; Da imortalidade da alma; De 1 vida além túmulo onde ela receberá a recompensa ou castigo dos seus actos. Página 2: Sto Agostinho Sto Agostinho (S.to Agostinho (Historio. e Curso) São Jerónimo mto sonho) Leu em São Paulo q o Homem está preso do pecado e q só a graça de CRISTO o liberta. [Deus é inefável e nós dizemos + facilmente o q ele não é do que o que é]. C/ os Académicos (verdade provável) a Fé é a verdade total [Deus é o Ser porque é IMUTABILIDADE]. Os maniqueus tinham-lhe prometido conduzi-lo à fé Escrituras atingia INTELIGÊNCIA q eles encerram. Diferença entre Sto Agostinho, maniqueus e neo-platónicos {Ele propõe-se pela fé \rightarrow Razão \rightarrow Fé \rightarrow Razão. Mas um curto trabalho da Razão antecede a fé e deve seguir-se-lhe. Nisi credideritis non intelligetis ou INTELLIGE ut credas, crede ut intelligas q mais tarde S.to Anselmo traduzirá na fórmula FIDES QUAERENS INTELLECTUM. Parte de elementos platónicos (def. de Homem no Alcibíades): uma alma q se serve de 1 corpo. Sempre q fala como cristão Agostinho lembra q o homem é unidade de corpo e alma. Faz filosofia recai na def. platónica dnde tira todas as consequências lógicas. Alma é hierarquicamente transcendente ao corpo. Presente inteira no corpo inteiro a alma ñ está todavia unida ao corpo senão pela acção q exerce sem cessar sobre ele p/ o vivificar. Nada lhe escapa do q se passa no corpo. Como a alma é superior ao corpo e o inferior ñ age s/ o superior a alma ñ sofre directamente influência órgãos dos sentidos. Assim afectados os sentidos a alma atenta a todas as modificações q se passam no corpo tira da si própria subst. ia e imediatamente 1 imagem do objecto. É a sensação q é pois 1 acção da alma e ñ 1 paixão q ela sofre. Sensações {umas informam-nos s/ o estado e necessidades do corpo; outras s/ os objectos q nos rodeiam (q são instáveis - seu carácter). Conhecer é apreender pelo pensamento objectos s/ o mundo distintivo. Estes objectos encontram-os a alma em si (Realidades = Verdades) \xrightarrow{seg. Portalie} Agostinho concebe a NATZA Divina antes das pess. [Necessárias, Imutáveis, Eternas]. Serei Eu a fonte do meu conh.to verdadeiro? Mas eu sou Mutável. Deus na ALMA: a unidade está na ALMA acima da alma. Vias de Agostinho p/ Deus: Do exterior ao interior - Do inferior ao maior. Com base na síntese sobre a Patrística e Santo Agostinho, aqui está uma reflexão do ponto de vista da teologia d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Embora a Igreja reconheça a sinceridade e a busca intelectual dos Padres da Igreja, a nossa perspetiva difere em pontos fundamentais sobre a natureza de Deus, a alma e a autoridade da razão humana frente à revelação moderna. 1. Patrística e a Influência Filosófica (A Grande Apostasia) O texto destaca como a filosofia platónica e neoplatónica "triunfou" no pensamento cristão primitivo. Para os Santos dos Últimos Dias, este processo é visto como parte da Grande Apostasia. O "Deus dos Filósofos" vs. O Deus da Revelação: Enquanto a Patrística adotou o conceito platónico de um Deus imaterial, inefável e puramente inteligível (a "Imutabilidade" que mencionou), a Igreja ensina que Deus tem um corpo tangível de carne e ossos, glorificado e aperfeiçoado. A influência grega distanciou o cristianismo da natureza pessoal e antropomórfica de Deus revelada na Bíblia. Helenização do Dogma: O facto de os Padres terem "tomado posição" perante os filósofos para definir o dogma sugere que a doutrina foi moldada pela lógica humana e pelo debate intelectual, em vez de ser mantida pela revelação direta através de profetas e apóstolos. 2. A Natureza do Homem e da Alma O seu texto menciona a definição platónica de Agostinho: "uma alma que se serve de um corpo". Dualismo vs. Unidade Eterna: Para a Igreja, o "espírito e o corpo são a alma do homem" (Doutrina e Convénios 88:15). Não vemos o corpo como uma "servidão" ou uma prisão da qual a alma deve libertar-se, mas como um dom essencial. A Ressurreição não é apenas uma punição ou recompensa, mas a união inseparável do espírito e do corpo para que o homem possa receber uma "plenitude de alegria". Concepção Material: Curiosamente, o seu texto refere que os primeiros Padres aceitavam uma "concepção material da alma". Isso aproxima-se da revelação moderna de Joseph Smith, que ensinou que "não existe tal coisa como matéria imaterial. Todo espírito é matéria, mas é mais fina ou pura" (D&C 131:7). 3. Razão e Fé (Santo Agostinho) Agostinho propõe: Crede ut intelligas (Crê para que entendas). Revelação Pessoal: Embora concordemos que a fé precede a compreensão espiritual profunda, a Igreja enfatiza que o conhecimento não vem apenas do "Exercício da Razão", mas do testemunho do Espírito Santo. A inteligência é um atributo divino, mas a verdade absoluta não é alcançada apenas pela lógica platónica, mas pela obediência às leis e ordenanças do Evangelho. O Problema do Mal e a Graça: Agostinho focou-se muito no pecado original e na total incapacidade do homem. A nossa perspetiva valoriza o Livre-Arbítrio (Agência Moral). Somos responsáveis pelos nossos próprios pecados e não pela transgressão de Adão. A Graça de Cristo é o que nos liberta, mas requer a nossa cooperação e esforço ativo. 4. O Demiurgo vs. O Plano de Salvação Platão falava de um "Demiurgo" e de um mundo inteligível. A Vida Pré-Mortal: Onde Agostinho vê a "iluminação da alma por Deus", nós vemos a lembrança espiritual da nossa existência pré-mortal como filhos de Pais Celestiais. O mundo sensível não é apenas uma "imagem" inferior, mas uma escola necessária para o nosso progresso eterno. Resumo Comparativo Conceito Visão Patrística / Agostiniana (Seu Texto) Visão d'A Igreja de Jesus Cristo Deus Imutável, inefável, imaterial (Influência de Platão). Pai Celestial pessoal, com corpo de carne e ossos. Alma Espírito que usa o corpo (superior ao corpo). A união eterna do espírito e do corpo. Corpo Necessidade de luta para o dominar; fardo. Templo sagrado; essencial para a exaltação. Verdade Sintonia entre Fé e Razão Filosófica. Revelação direta de Deus através de Profetas. Origem Alma criada por Deus no nascimento/concepção. Existência pré-mortal como inteligências/espíritos. Nota: É fascinante ver como a sua síntese identifica o exato momento em que o cristianismo começou a fundir-se com a metafísica grega, criando o alicerce para o que hoje chamamos de teologia cristã tradicional, da qual a Restauração procura distinguir-se ao retornar às raízes bíblicas e proféticas originais.

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