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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Âncora e Verso

Foste âncora para no porto ancorar Na hombridade que sinto Vejo um alívio Para me poder desamarrar Da correria do tempo Oiço o vento soprar Escuto gestos humildes e simples Num puro amor Quase ninguém escuta a minha dor Ou vê as minhas vertentes A plainar num sonho de ser um senhor Sonho acordado para saborear o viver Quero ter, quero crer e quero ser Mesmo sendo um orador Um poeta e pintor Pinto com a minha alma a cor Do pensamento de um escritor Passo e faço um pacto com Orfeu Fazendo a emoção Sair com grande tensão Razão de me ver na caverna de Platão Numa ilusão desmedida que me dá vida. Nela me deito e semeio Para transformar a minha força Em fruto. Lisboa, 23 de julho de 2026 Emanuel Andrade

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