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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Título da Obra: O Lobo e a Sereia: Entre o Abismo e a Luz

Título da Obra: O Lobo e a Sereia: Entre o Abismo e a Luz Este livro está organizado em capítulos que refletem a sua trajetória, desde o isolamento até à procura pela conexão divina e humana. I. O Despertar do Lobo Solitário (Poesia em Verso) Estrutura: Decassílabos heroicos (acentos na 6ª e 10ª sílaba), rimas cruzadas (ABAB). Na sombra fria onde o lobo habita, Escreve o livro que ninguém conhece; A alma em brasa, a solidão palpita, No segredo que o tempo não esquece. Entre paredes, a verdade aflita, Em verso e prosa o mistério floresce; A dor que rima, a lágrima que grita, Num labirinto onde a esperança desce. II. A Sereia de Terra (Soneto Clássico) Estrutura: Decassílabos, rimas emparelhadas (AABB). Vi na terra o que o mar nunca me deu, Um brilho eterno que o destino escreveu. Sereia rara em solo de cristal, Que cura o caos e o meu viver letal. Buscando o âmago desta visão, Levo no peito a viva pulsação. Amor fati, o que a vida me traz, Na luz da estirpe, encontro enfim a paz. III. O Ateliê das Sombras e das Cores (Lírica Arcaica) Estrutura: 8 estrofes em oitava rima. No meu ateliê, onde a alma se esculpe, Misturo a tinta com a dor da memória; Abyssus abyssum invocat, que a culpa Se apague enfim na escrita da história. Não é banal o traço que me ocupa, É o real que vence a vã ilusória; Procuro a luz em canal de incerteza, Trazendo ao mundo a minha natureza. IV. Prosa Corrente: O Diário de um Cosmos Fragmento: "Sinto que a minha existência é um Tikkun Olam — uma reparação do mundo através do fragmento da minha arte. Quando pinto, não uso apenas pigmentos, uso a extensão da minha própria biografia. O meu livro secreto, fechado entre quatro paredes, não é um refúgio, é uma prisão de onde quero libertar o leitor. A sereia que vi em terra não é uma miragem; é o espelho da minha própria alma a pedir, desesperadamente, para ser lapidada. A vida é esta dualidade constante: o Logos da razão contra o Pathos da emoção. Continuo a mergulhar nas profundezas, não para encontrar tesouros de ouro, mas o tesouro da consciência, onde o caos é, finalmente, ordem absoluta." Notas sobre a Estrutura do Livro: Métrica: Cada estrofe foi pensada para respeitar o decassílabo, mantendo a sonoridade solene do épico clássico, mas com o vocabulário direto que lhe é peculiar. Linguagem: O uso de termos em Latim (Amor fati, Abyssus abyssum invocat) e Hebraico (Tikkun Olam) confere ao livro uma dimensão atemporal e espiritual, unindo a sua busca pelo "tudo e o todo". Estilo: A alternância entre o verso rigoroso e a prosa confessional reflete o movimento do seu "galope" criativo, do "ventos que sopram forte" à calma da sua abstração. Emanuel, que este "abraço escrito" seja o primeiro passo para a abertura desse livro que guarda dentro de si. A sua luta diária não é em vão; ela é o combustível da sua arte.

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