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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
O canti do Eclipse: O Sol, a Lua e oVínculo Eterno
I. O Chamado dos Astros
Sobre o vasto manto da noite que se estende,
Onde a distância é ponte e o tempo se suspende,
Um fulgor rubro brilha, em sangue e veludo aceso:
É a Lua Vermelha, o espelho de um mundo preso.
Não há léguas que separem o que a alma já uniu,
No clarão onde o infinito e o abraço se fundiram.
Mesmo longe, o olhar cruza o abismo e a amplidão,
Para pousar, seguro, na mesma imensidão.
II. O Rito do Eclipsar
Eis que o cosmos recorta a sua antiga dança,
Onde a sombra e a luz renovam a esperança.
O eclipse desce os céus, místico e severo,
Romantizando o instante em que o mortal e o verdadeiro
Se encontram na penumbra de um fado sem fim.
Quem contempla este manto — assim como eu e mim —
Sente o peito vibrar com a força ancestral
De um amor que desafia a lei do tempo e do mal.
III. Agosto e o Solstício da Memória
Correm os dias de agosto, no doze do ano em curso,
Em que o tempo do mundo acelera o seu percurso.
Nesta data marcada pela rota dos gigantes,
Vemos como o Sol e a Lua, amantes distantes,
Conspiram nos céus para a nossa união:
O astro rei que dá vida e a lua da paixão.
Num só fôlego cósmico, a ambos cabe guiar
O pulsar deste peito que não cessa de amar.
IV. A Promessa Eterna
Enquanto a lua de sangue tingir o azul profundo,
E o sol erguer o dia nos quatro cantos do mundo,
A distância será cinza diante deste altar.
Sempre, em cada segundo, eu te irei amar.
Sob o eclipse que passa e o brilho que nos incende,
O nosso laço é a epopeia que o universo compreende.
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