aquário

domingo, 9 de agosto de 2026

RELATO DOS DISCURSOS DA REUNIÃO SACRAMENTAL

Ala Tejo — 9 de agosto de 2026 Capela do Parque das Nações No dia nove de agosto de dois mil e vinte e seis, realizou-se na capela da Ala Tejo, no Parque das Nações, a reunião sacramental, durante a qual foram proferidos três discursos. A ordem dos oradores foi a seguinte: em primeiro lugar, a Sister; em segundo lugar, a irmã Maria Paulo; e, em terceiro lugar, o irmão Rinaldo Nery. As mensagens apresentadas tiveram como temas centrais o reconhecimento e seguimento do Espírito Santo, o propósito e potencial divino dos filhos de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo como boas novas. 1.º DISCURSO — SISTER A primeira mensagem foi apresentada pela Sister, que iniciou a sua reflexão falando sobre algo que considerou fundamental na nossa caminhada espiritual: aprender a reconhecer e seguir o Espírito Santo. A Sister explicou que muitas vezes sabemos que precisamos de orientação. Temos decisões para tomar, temos dúvidas e passamos por momentos em que não sabemos exatamente qual caminho seguir. Nessas circunstâncias, podemos perguntar: “Como posso saber se aquilo que estou a sentir vem de Deus?” “Como posso distinguir um pensamento meu de uma impressão do Espírito Santo?” A Sister explicou que esta é uma pergunta que muitos de nós já fizemos. Às vezes recebemos uma impressão e pensamos: “Será que isto é mesmo do Espírito?” Ou: “Será apenas uma ideia minha?” Por isso, precisamos de aprender a exercer discernimento. Nem todo pensamento que temos é revelação. No entanto, as Escrituras ensinam-nos que aquilo que nos convida a fazer o bem e a aproximar-nos de Cristo pode ser reconhecido como vindo de uma fonte divina. A Sister referiu Moróni 7, ensinando o princípio de que aquilo que convida a fazer o bem e a amar a Deus vem de Deus. Assim, quando temos uma impressão para fazer alguma coisa boa, podemos parar, orar e perguntar ao Senhor se devemos agir. Pode ser uma coisa muito simples. Talvez pensemos: “Vou mandar uma mensagem ao irmão.” “Vou ligar àquela pessoa.” “Vou visitar alguém.” “Vou perguntar se está tudo bem.” “Vou partilhar uma escritura.” “Vou ajudar alguém.” Às vezes pensamos que são apenas pequenas coisas, mas uma pequena impressão pode produzir um resultado muito maior do que imaginamos. A Sister recordou novamente a história daquela irmã que estava num parque e sentiu que deveria deixar um Livro de Mórmon num banco. Talvez tenha pensado que era estranho. Talvez pudesse ter ignorado aquela impressão. Mas decidiu agir pela fé. Mais tarde, uma pessoa encontrou aquele livro, leu-o, encontrou o contacto dos missionários, contactou-os, conheceu a Igreja e acabou por ser batizada. A irmã que deixou o Livro de Mórmon não conhecia aquela pessoa. Não sabia o que aconteceria. Ela simplesmente seguiu uma impressão. A Sister destacou que esta é uma grande lição para nós. Nem sempre veremos o resultado das nossas ações. Às vezes faremos algo de bom e nunca saberemos o impacto que teve. Mas isso não significa que não tenha tido valor. Precisamos aprender a agir por fé. Durante a nossa vida, Deus pode colocar pessoas no nosso caminho. Pode dar-nos oportunidades e pode inspirar-nos a fazer coisas que naquele momento não compreendemos. Nem sempre precisamos conhecer todo o plano para dar o próximo passo. A Sister apresentou o exemplo de Néfi no Livro de Mórmon. Néfi foi conduzido pelo Senhor e nem sempre conhecia antecipadamente todos os detalhes daquilo que iria acontecer. Isso ensina-nos que podemos caminhar pela fé. O Senhor conhece o caminho. Nós não precisamos conhecer tudo. Precisamos confiar n'Ele. A Sister passou então a falar sobre o nosso propósito divino. Explicou que acredita que cada um dos filhos de Deus tem um propósito. Deus deseja que os Seus filhos tenham a oportunidade de conhecê-Lo, conhecer Jesus Cristo, fazer convénios, arrepender-se, servir e voltar à Sua presença. Mas precisamos lembrar-nos de que Deus também nos deu arbítrio. O plano de Deus não significa que cada detalhe da nossa vida esteja predeterminado. Existem oportunidades e propósitos que Ele coloca diante de nós, mas somos nós que escolhemos como responder. Podemos seguir o caminho. Podemos afastar-nos. Podemos arrepender-nos e voltar. Podemos escolher Jesus Cristo. Durante uma experiência de missão, explicou a Sister, podemos perceber isso muito claramente. Há pessoas que aceitam a mensagem. Há pessoas que rejeitam. Há pessoas que precisam de mais tempo. E aprendemos que não podemos escolher por elas. Podemos ensinar. Podemos convidar. Podemos amar. Podemos servir. Podemos testemunhar. Mas cada pessoa precisa de exercer o seu próprio arbítrio. Talvez uma parte do nosso propósito seja ajudar outras pessoas a encontrar o caminho. A Sister falou então sobre a ideia de potencial divino. O nosso potencial não é apenas aquilo que podemos alcançar para nós mesmos. É também aquilo que podemos fazer para abençoar outras pessoas. Deus pode usar-nos para levar esperança. Pode usar-nos para responder a uma oração. Pode usar-nos para ajudar alguém a voltar à Igreja. Pode usar-nos para ensinar uma pessoa sobre Jesus Cristo. Pode usar-nos simplesmente para estar ao lado de alguém num momento difícil. E isso também é cumprir o nosso propósito. A Sister falou também sobre algo que considerou muito importante: o arrependimento. À medida que vivemos o Evangelho, o Espírito Santo ajuda-nos a perceber a nossa condição espiritual. Não precisamos de viver permanentemente na dúvida. Se reconhecemos os nossos erros, nos arrependemos sinceramente, guardamos os nossos convénios e procuramos permanecer fiéis ao Senhor, podemos sentir paz e confiança de que estamos a caminhar na direção certa. Isso não significa que sejamos perfeitos. Significa que estamos a caminhar. O potencial divino não é perfeição imediata. É crescimento. É progresso. É transformação através de Jesus Cristo. Por isso, não devemos olhar para as nossas fraquezas e pensar: “Eu não consigo.” Devemos perguntar: “O que posso aprender?” “O que posso melhorar?” “O que o Senhor quer transformar em mim?” “Onde posso servir?” “Que passo posso dar hoje?” A Sister chamou também a atenção para aquilo que permitimos entrar na nossa mente e no nosso coração. O Espírito Santo não pode ser tratado como algo que podemos receber sem cuidar da nossa vida espiritual. Precisamos de oração. Precisamos das Escrituras. Precisamos do sacramento. Precisamos dos convénios. Precisamos de arrependimento. Precisamos de serviço. Precisamos de procurar coisas que nos edifiquem. Até na utilização da internet precisamos de sabedoria. Os algoritmos tendem a mostrar-nos mais aquilo com que interagimos. Se alimentamos continuamente a nossa mente com coisas negativas, acabamos por receber mais desse conteúdo. Mas também podemos escolher procurar coisas boas. Podemos estudar as Escrituras. Podemos ouvir mensagens edificantes. Podemos aprender sobre Jesus Cristo. Podemos usar a tecnologia para fortalecer a nossa fé. Aquilo que alimentamos dentro de nós influencia aquilo que somos capazes de oferecer aos outros. Se alimentarmos a fé, teremos mais fé para oferecer. Se alimentarmos a caridade, teremos mais amor para oferecer. Se procurarmos Cristo, teremos mais de Cristo para partilhar. Ao concluir esta parte da mensagem, a Sister deixou um convite para a semana. Durante esta semana, devemos prestar atenção às pequenas impressões que recebermos. Quando surgir aquele pensamento: “Liga para esta pessoa.” “Envia aquela mensagem.” “Vai visitar alguém.” “Ajuda.” “Perdoa.” “Partilha esta escritura.” Devemos parar e orar. Perguntar ao Senhor: “É isto que Tu queres que eu faça?” E, se sentirmos paz e percebermos que é algo bom e coerente com o Evangelho, devemos escolher agir. Talvez não vejamos o resultado. Talvez nunca saibamos o que aconteceu. Mas teremos exercido fé. E, com a prática, aprenderemos a reconhecer melhor a voz do Espírito. A Sister concluiu prestando o seu testemunho de que Deus tem um propósito para os Seus filhos. Testemunhou que Jesus Cristo é o centro desse propósito e que Ele é o caminho pelo qual podemos voltar ao Pai Celestial. Testemunhou que o Espírito Santo pode orientar-nos, que a revelação pessoal é real e que o Senhor pode falar connosco através das Escrituras, através da oração, através de impressões espirituais e através das pessoas que Ele coloca no nosso caminho. Testemunhou ainda que somos filhos e filhas de Deus e que temos um potencial divino. Não precisamos de compreender todo o caminho. Precisamos apenas de confiar no Senhor e dar o próximo passo. Terminou desejando que possamos reconhecer o Espírito, agir pela fé, servir com alegria e ajudar outras pessoas a descobrir também o seu potencial divino e a aproximarem-se de Jesus Cristo. Prestou este testemunho em nome de Jesus Cristo. Amém. 2.º DISCURSO — IRMÃ MARIA PAULO O segundo discurso foi apresentado pela irmã Maria Paulo, que começou por expressar a sua alegria por poder estar ali com os irmãos e irmãs. O tema sobre o qual decidiu falar foi o nosso potencial divino. A irmã Maria Paulo explicou que, quando pensa em potencial divino, pensa em todas as coisas que Deus espera que possa alcançar e, principalmente, naquilo que Ele sabe que pode tornar-se. Muitas vezes, porém, nós próprios não conseguimos ver esse potencial. Olhamos para as nossas limitações, para os nossos erros, para as nossas fraquezas e para aquilo que ainda não conseguimos fazer. E, quando fazemos isso, esquecemo-nos de olhar para aquilo que Deus vê em nós. Como filhos e filhas de Deus, temos uma identidade e um valor que são muito maiores do que as nossas circunstâncias atuais. Deus não olha apenas para quem somos hoje. Ele também vê quem podemos tornar-nos. A irmã Maria Paulo citou Génesis 2:7: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente.” Explicou que esta escritura ajuda-nos a compreender algo muito importante: somos criação de Deus. A nossa existência não é um acidente. Em Génesis 1:27 aprendemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Isso significa que existe em cada um de nós uma identidade e um potencial que vêm de Deus. A irmã Maria Paulo fez então uma comparação com aquilo que nós próprios criamos. Quando fazemos alguma coisa, normalmente existe um propósito por detrás daquilo que fazemos. Se fazemos uma receita, temos um propósito. Se fazemos um desenho ou um design, temos uma intenção. Queremos que aquilo que criámos cumpra uma determinada finalidade. E, de certa forma, algo de nós fica presente naquilo que fizemos: a nossa criatividade, os nossos pensamentos e a nossa intenção. Então podemos imaginar algo muito maior quando pensamos em Deus como nosso Criador. Se somos Seus filhos, podemos confiar que Ele também tem um propósito para a nossa existência. Ele conhece-nos melhor do que nós próprios nos conhecemos. Ele vê capacidades em nós que muitas vezes ainda não conseguimos reconhecer. A irmã Maria Paulo colocou então uma pergunta: Como podemos nós, durante a nossa jornada mortal, descobrir qual é o nosso potencial divino? Talvez a resposta não seja simplesmente descobrir aquilo que somos capazes de fazer, mas descobrir quem podemos tornar-nos através de Jesus Cristo. O nosso potencial divino não se resume aos nossos talentos, à nossa profissão, aos nossos estudos ou às coisas que conseguimos realizar. Tudo isso pode fazer parte da nossa missão, mas o potencial que Deus vê em nós é muito maior. Ele deseja que cresçamos em fé, caridade, conhecimento, humildade, serviço e amor. Deseja que nos tornemos mais semelhantes ao Salvador. Nesse caminho, a irmã Maria Paulo falou sobre uma bênção muito especial: a bênção patriarcal. Explicou que todos nós gostaríamos de ter um dom que nos ajudasse a orientar a nossa vida, um dom que nos ajudasse a reconhecer o caminho e a encontrar uma passagem segura em direção ao nosso verdadeiro lar celestial. Para os membros da Igreja, uma das formas pelas quais recebemos orientação pessoal é através da bênção patriarcal. A bênção patriarcal é uma bênção individual e pessoal, dada por um patriarca chamado e ordenado para esse propósito, pela autoridade do Sacerdócio. Ela pode conter conselhos, orientação e declarações inspiradas que nos ajudam a compreender melhor a nossa identidade como filhos e filhas de Deus e o nosso potencial espiritual. Para a irmã Maria Paulo, é quase como uma escritura pessoal para a nossa vida. Não significa que seja um mapa que nos diga tudo o que vai acontecer. Não é uma previsão detalhada do futuro. É uma orientação espiritual que podemos estudar, ponderar e levar ao Senhor em oração. Algumas coisas que lemos podem fazer sentido imediatamente. Outras só podem ser compreendidas muitos anos depois. Isso acontece porque nós também estamos a crescer. À medida que amadurecemos espiritualmente, podemos compreender melhor aquilo que o Senhor deseja ensinar-nos. A irmã Maria Paulo partilhou então a sua experiência pessoal. Explicou que teve a oportunidade de receber a sua bênção patriarcal e que foi uma experiência maravilhosa. O patriarca disse-lhe coisas sobre si que ela não sabia como ele poderia conhecer. Algumas eram questões que já tinha dentro de si. Eram sonhos, pensamentos e planos que já tinha considerado para o seu futuro. Havia perguntas como: “Será que devo seguir este caminho?” “Será que isto faz parte do propósito que Deus tem para mim?” Ao ouvir determinadas palavras na sua bênção, sentiu que o Senhor estava a responder a algumas dessas perguntas. Por isso, a bênção patriarcal tornou-se algo muito pessoal para ela. É por isso que considera que a bênção patriarcal pode ajudar-nos a descobrir o nosso potencial divino. Ela pode ajudar-nos a perguntar: “Que dons o Senhor me deu?” “Como posso usar esses dons para servir outras pessoas?” “Que características preciso de desenvolver?” “Como posso aproximar-me mais de Jesus Cristo?” A irmã Maria Paulo falou depois sobre outra forma muito importante pela qual podemos descobrir o nosso potencial: aprender a reconhecer o Espírito Santo. Ao longo da vida, podemos receber pequenas impressões. Às vezes temos um pensamento de enviar uma mensagem a alguém. De telefonar. De visitar. De ajudar. De partilhar uma escritura. De dizer uma palavra de encorajamento. Podemos perguntar: “Será que este pensamento é meu ou vem de Deus?” Precisamos de discernimento, oração e sabedoria. Nem todo pensamento é uma revelação. Mas, quando uma impressão nos convida a fazer o bem, a amar, a servir e a aproximar alguém de Jesus Cristo, podemos parar, orar e considerar agir. A irmã Maria Paulo contou novamente a história de uma irmã que estava num parque e sentiu uma impressão de deixar um Livro de Mórmon num banco. Talvez tenha pensado: “Será que isto é mesmo do Espírito? Não será um pouco estranho deixar simplesmente um livro aqui?” Mas decidiu agir pela fé. Mais tarde, outra pessoa encontrou aquele Livro de Mórmon. Começou a lê-lo. Encontrou dentro dele o contacto dos missionários. Contactou os missionários. Começou a aprender sobre a Igreja. E acabou por ser batizada. Aquela irmã não sabia o resultado da sua ação. Ela simplesmente seguiu uma pequena impressão. Isso ensina-nos que o nosso potencial divino não consiste apenas naquilo que Deus pode fazer por nós. Também consiste naquilo que Deus pode fazer através de nós. Talvez nunca saibamos a influência que uma pequena ação nossa teve na vida de outra pessoa. Por isso, a irmã Maria Paulo deixou um convite: Quando recebermos uma impressão de fazer algo bom, não devemos ignorá-la imediatamente. Devemos parar. Orar. Pensar. E, se estiver de acordo com os ensinamentos de Cristo, escolher agir com fé. Talvez não vejamos imediatamente o resultado. Mas podemos confiar no Senhor. A irmã Maria Paulo concluiu prestando o seu testemunho de que somos filhos e filhas de Deus. Temos um potencial divino. Jesus Cristo vive. Ele conhece-nos, ama-nos e deseja ajudar-nos a tornar-nos aquilo que podemos ser. Concluiu em nome de Jesus Cristo. Amém. 3.º DISCURSO — IRMÃO RINALDO NERY O terceiro discurso foi proferido pelo irmão Rinaldo Nery e teve como tema o Evangelho de Jesus Cristo. O irmão Rinaldo começou por explicar que há algo que tem aprendido na Igreja e também através dos irmãos, das experiências que partilhamos e de tudo aquilo que ouvimos e aprendemos diariamente. Falou do sentimento muito especial que tem quando abre a Bíblia e encontra os ensinamentos do Salvador. Em seguida, falou sobre o significado da palavra “Evangelho”. Recomendou aos irmãos que pesquisassem a origem dessa palavra, principalmente aqueles que gostam de etimologia, de estudar a história e a origem das palavras. Explicou que a palavra “Evangelho” tem origem grega e está relacionada com a ideia de boas novas, de uma boa notícia. E afirmou que gosta muito de pensar no Evangelho dessa maneira: O Evangelho são boas novas. A partir disso, apresentou uma situação simples. Imaginem que sabemos que vamos levar uma boa notícia a alguém. Sabemos que essa pessoa ainda não conhece essa notícia. E temos a oportunidade de ser a pessoa que lha vai transmitir. Só isso já deveria ser motivo de alegria. Estamos a levar alguma coisa boa. Estamos a levar esperança. Estamos a levar uma mensagem que pode mudar uma vida. Estamos a falar de Jesus Cristo. Por isso, o irmão Rinaldo explicou que precisamos de repensar a maneira como encaramos o serviço no Evangelho. Não deveria ser apenas uma obrigação. Não deveria ser apenas um fardo. Não deveria ser apenas uma tarefa porque o bispo pediu, porque um irmão falou ou porque sentimos que temos de cumprir uma responsabilidade. É claro que temos chamados. Temos responsabilidades. Temos designações. E devemos procurar cumpri-las fielmente. Mas existe uma diferença entre cumprir uma tarefa simplesmente porque temos de a cumprir e servir porque compreendemos o privilégio que temos. Quando compreendemos realmente o que é o Evangelho, começamos a vê-lo de outra maneira. Não estou simplesmente a cumprir uma tarefa. Estou a levar boas novas. Estou a partilhar uma mensagem que mudou a minha vida. Estou a apresentar Jesus Cristo a alguém. Estou a ajudar uma pessoa a encontrar esperança, paz, perdão e um caminho de volta ao Pai Celestial. E isso muda a nossa atitude. Em vez de pensarmos: “Tenho de fazer isto.” Podemos pensar: “Tenho a oportunidade de fazer isto.” Em vez de: “Tenho de falar do Evangelho.” Podemos dizer: “Tenho uma boa notícia para partilhar.” O irmão Rinaldo falou então sobre Mateus 25. O Salvador fala dos que deram de comer aos que tinham fome, deram de beber aos que tinham sede, receberam o estrangeiro, vestiram os que estavam nus, visitaram os doentes e foram ao encontro daqueles que estavam presos. Os justos perguntaram: “Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Quando te vimos com sede e te demos de beber? Quando te vimos estrangeiro e te hospedámos?” E o Salvador respondeu: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” O irmão Rinaldo destacou que isto é extraordinário. Aquelas pessoas não estavam a fazer aquelas coisas para receber reconhecimento. Elas simplesmente viram uma necessidade e ajudaram. Talvez não soubessem que estavam a servir o próprio Salvador. Isso responde a uma pergunta que todos nós podemos fazer: “Como posso eu fazer alguma coisa para Deus?” Às vezes pensamos: “Como posso ajudar o Senhor?” “Como posso fazer alguma coisa para Deus, se eu nem consigo vê-Lo?” A resposta está aqui. Eu posso ajudar um irmão. Posso visitar alguém. Posso levar uma palavra de conforto. Posso telefonar. Posso ouvir. Posso alimentar quem tem fome. Posso acolher alguém. Posso servir. E, quando faço isso por uma pessoa, o Salvador diz: “A mim o fizestes.” Portanto, quando ajudamos alguém, estamos também a servir Cristo. O irmão Rinaldo citou ainda Doutrina e Convénios 18:15–16: “E se trabalhardes todos os vossos dias e trouxerdes a mim, mesmo que seja uma só alma, quão grande será a vossa alegria com ela no reino de meu Pai!” Novamente encontramos a palavra alegria. Não é um fardo. Não é tristeza. É alegria. Se eu ajudo uma pessoa a aproximar-se de Jesus Cristo, quero que essa pessoa faça parte dessa alegria. Quero que ela esteja connosco. Quero que conheça o Evangelho. Quero que descubra aquilo que eu descobri. Isso muda completamente a maneira como servimos. O irmão Rinaldo falou também sobre a maneira como Jesus tratava as pessoas. Quando pensamos no Salvador, muitas vezes lembramo-nos dos momentos mais solenes da Sua vida: a Expiação, a cruz, os milagres e os grandes ensinamentos. Mas Jesus também viveu momentos de proximidade, de convivência, de alegria e de humanidade. Um exemplo encontra-se nas bodas de Caná. Quando perceberam que o vinho tinha acabado, surgiu uma situação difícil para os anfitriões. Maria apresentou aquela necessidade a Jesus. E o Salvador realizou ali o Seu primeiro sinal registado no Evangelho de João, transformando água em vinho. É bonito perceber que Jesus também estava atento a uma necessidade humana concreta. Outro exemplo apresentado foi o chamamento dos primeiros discípulos. Pedro e os outros pescadores tinham passado a noite a trabalhar e não tinham conseguido apanhar peixe. Jesus encontrou-os no contexto que eles conheciam. E disse: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” Ele falou a linguagem deles. Eles eram pescadores. E Jesus utilizou aquilo que eles conheciam para lhes ensinar uma verdade espiritual. Isso ensina-nos que não precisamos de complicar o Evangelho. Não precisamos de utilizar palavras extraordinárias. Não precisamos de fazer coisas mirabolantes. Precisamos de falar com amor. Precisamos de ouvir. Precisamos de compreender a pessoa que está à nossa frente. Precisamos de falar uma linguagem que ela consiga compreender. E precisamos de mostrar através das nossas ações que realmente nos importamos. O irmão Rinaldo falou ainda sobre Rute. Rute disse a Noemi: “Aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus.” É uma declaração muito forte de amor, lealdade e compromisso. Não era simplesmente uma relação romântica. Era Rute a escolher permanecer ao lado da sua sogra, Noemi. E isso também nos ensina sobre o Evangelho. Quando dizemos que amamos Jesus Cristo, esse amor precisa de aparecer nas nossas escolhas. Quando dizemos que amamos as pessoas, precisamos de demonstrá-lo. Quando dizemos que amamos o Evangelho, precisamos de permitir que ele transforme a maneira como tratamos os outros. Por isso, talvez a melhor maneira de partilhar o Evangelho seja permitir que as pessoas vejam as boas novas através das nossas ações. Uma mensagem. Uma visita. Uma palavra. Uma refeição. Um abraço. Uma oração. Um gesto de bondade. Talvez nunca saibamos o resultado. Mas podemos ser a resposta à oração de alguém. Ao concluir, o irmão Rinaldo deixou um convite para que não vejamos o Evangelho como um peso. Devemos vê-lo como aquilo que ele realmente é: Boas novas. Boas novas de que Deus nos ama. Boas novas de que Jesus Cristo vive. Boas novas de que podemos arrepender-nos. Boas novas de que podemos recomeçar. Boas novas de que podemos encontrar esperança. E boas novas de que podemos voltar à presença do Pai Celestial. O irmão Rinaldo concluiu prestando o seu testemunho de que Jesus Cristo vive. Testemunhou que Ele nos ama. Testemunhou que Ele conhece cada um de nós. E testemunhou que, quando servimos os filhos de Deus com amor, estamos a servir o próprio Salvador. Concluiu o seu discurso em nome de Jesus Cristo. Amém. CONCLUSÃO GERAL Os três discursos da reunião sacramental da Ala Tejo, realizada no dia nove de agosto de dois mil e vinte e seis, apresentaram uma mensagem conjunta de fé, orientação espiritual, potencial divino, serviço e amor a Jesus Cristo. A Sister, no primeiro discurso, ensinou sobre a importância de reconhecer e seguir o Espírito Santo, exercer discernimento, agir pela fé, compreender o propósito divino, utilizar o arbítrio, arrepender-se e procurar viver de maneira a permitir que o Espírito Santo nos oriente. Salientou também que pequenas impressões podem produzir grandes resultados e que Deus pode usar-nos para abençoar outras pessoas. A irmã Maria Paulo, no segundo discurso, falou sobre o potencial divino, recordando que Deus não olha apenas para aquilo que somos hoje, mas também para aquilo que podemos tornar-nos. Falou sobre a nossa identidade como filhos e filhas de Deus, sobre a bênção patriarcal como fonte de orientação espiritual e sobre a importância de reconhecer as impressões do Espírito Santo e agir com fé. O irmão Rinaldo Nery, no terceiro discurso, falou sobre o Evangelho de Jesus Cristo como boas novas. Ensinou que o serviço não deve ser visto apenas como obrigação, mas como uma oportunidade de levar esperança, amor, paz, perdão e conhecimento de Jesus Cristo às outras pessoas. Mostrou, através das Escrituras, que servir os filhos de Deus é também servir o próprio Salvador. Em conjunto, as três mensagens deixaram um convite claro: reconhecer o Espírito Santo, confiar no Senhor, compreender o nosso potencial divino e transformar a fé em ações de amor e serviço. A mensagem central da reunião foi a de que Deus conhece cada um dos Seus filhos, que cada pessoa possui um potencial divino e que Jesus Cristo é o centro desse propósito. Não precisamos de compreender todo o caminho. Precisamos de confiar no Senhor, reconhecer o Espírito, dar o próximo passo e permitir que Jesus Cristo transforme a nossa vida. O Evangelho são boas novas: boas novas de que Deus nos ama, de que Jesus Cristo vive, de que podemos arrepender-nos, recomeçar, encontrar esperança e caminhar novamente em direção à presença do Pai Celestial. Os três discursos terminaram com testemunhos de fé em Jesus Cristo e com o convite para que cada membro procure viver o Evangelho com maior fé, reconhecer a orientação do Espírito Santo, servir com alegria e ajudar outras pessoas a descobrir também o seu potencial divino e a aproximarem-se do Salvador. Se quiser, posso também organizar este mesmo relato em formato de ata oficial da reunião sacramental, com abertura, presidência, hinos, orações, sacramento, discursos e encerramento.

Sem comentários: